30 de abr de 2015

McLaren ainda busca o caminho

Alonso voltou à McLaren na retomada da parceria com a Honda

Após quatro provas do campeonato sem sequer marcar pontos, a McLaren tenta buscar seu caminho. Com uma dupla campeã do mundo, o time inglês tem a pior fase de sua história e está nas últimas posições do Mundial de Construtores. Apesar disso, o engenheiro chefe, Peter Prodromou, que foi contratado da Red Bull, disse que o atual carro será desenvolvido até o fim do ano, pois o carro do ano que vem deverá ser uma evolução deste MP4-30, um projeto completamente novo.

"Nos últimos dois anos, ficamos abaixo do que queríamos aerodinamicamente, então seria um erro continuar com aquele projeto", disse. "O carro do próximo ano será uma evolução deste e por isso temos de continuar a desenvolvê-lo até a última prova", completou.

Após a corrida do Bahrein, Fernando Alonso disse que, para a próxima corrida, na Espanha, a equipa já daria um grande passo.

Depois de Ímola

Ratzemberger morreu em 30 de abril de 94, aos 28 anos. Desde então, a F1 viu mudanças profundas

Há exatamente 21 anos, a Fórmula 1 passava pelo seu maior divisor de águas na categoria, pelo menos no que diz respeito à questão de segurança no esporte. Tudo ocorreu em Ímola, 1994. Em 30 de abril daquele ano, o austríaco Roland Ratzemberger, então piloto da Simtek, perdeu a vida em um acidente na curva Villeneuve da pista italiana. No dia seguinte, era a vez do brasileiro Ayrton Senna.

Logo naquele ano, começaram as mudanças. Entre elas, a limitação de velocidade nos boxes; o aumento da altura da lateral do cockpit, deixando o piloto mais "encaixado" dentro do carro; a adoção da prancha de madeira no fundo do carro, melhorando a dirigibilidade. Tudo isso para corrigir as mudanças bruscas de regras de 1993 para 1994.

Foi também o começo da época das mudanças de regras constantes. A cada ano, as equipes passaram a se acostumar a alterações profundas, até mesmo nas numerações dos carros. Saem pneus slicks, entram pneus com frisos; saem com frisos, voltam os slicks; saem os aspirados; voltam os turbos; aumenta a pontuação; muda os modelos de treinos; e por aí vai.

Mas é inegável que os carros ficaram mais seguros. Depois das mortes de Ratzemberger e Senna, o piloto a se ferir gravemente foi Jules Bianchi, que se acidentou no GP do Japão do ano passado. Este já é o maior período sem acidentes fatais na categoria.

As mudanças de 1994 tinham como objetivo tirar a chatice das corridas da categoria, devolver o controle do carro ao piloto, mas sabemos que tais modificações fracassaram fragorosamente. Até hoje os dirigentes tentam tornar a F1 mais interessante e retornar aos seus dias de glórias, com as grandes corridas do passado. Só que esse é um sonho cada vez mais distante.

21 de mar de 2015

Nurburgring fora

Parte do antigo traçado de Nurburgring, hoje aberto apenas para visitantes e turistas
Ainda não será este ano que Sebastian Vettel terá o prazer de pilotar a Ferrari em um Grande Prêmio de Fórmula 1 em sua casa. Depois de 60 anos, esta temporada será a primeira em que a Alemanha não terá um GP, devido à falta de acordo com os organizadores da F1 e os proprietários do autódromo de Nurburgring.

Desde 2008, a chegada da categoria na Alemanha obedece a um revezamento entre Nurburgring e Hockenheim. Estas pistas são duas das mais charmosas do mundo, mas ambas sofreram mutilações criminosas ao longo dos anos. Nurburgring sofreu a pior delas. De um antigo traçado de 22 quilômetros de extensão, somente uma parte muito menor é utilizada para corridas. A parte antiga do circuito hoje está fechado para provas, recebendo apenas visitantes e fãs do automobilismo de antigamente. Essas mudanças obedeceram a critérios de segurança, para que os pilotos de hoje não sofressem tantos riscos como há cerca de 30 ou 40 anos.

Assim, a F1, que tem dois dos maiores campeões de todos os tempos - Michael Schumacher, com sete títulos e Vettel, com quatro -, não passará pelas terras germânicas. Agora, a tabela ficará com "apenas" 19 etapas.

Números: grid para etapa de Goiânia

Confira o grid de largada para a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, no Autódromo Internacional de Goiânia.

 1 - Átila Abreu/Nelson Piquet Jr - Chevrolet - AMG Motorsport
 2 - Marcos Gomes/Mark Winterbottom - Peugeot - Voxx Racing Team
 3 - Popó Bueno/Guilherme Salas - Peugeot - Cavaleiro Racing Sports
 4 - Valdeno Brito/Laurens Vanthoor - Chevrolet - Shell Racing
 5 - Ricardo Mauricio/Nestor Girolami - Chevrolet - Eurofarma RC
 6 - Thiago Camilo/Lucas Di Grassi - Chevrolet - Ipiranga-RCM
 7 - Allam Khodair/Antonio Felix da Costa - Chevrolet - Full Time Competições
 8 - Cacá Bueno/Pechito Lopez - Chevrolet - Red Bull Racing
 9 - Felipe Lapenna/Vitantonio Liuzzi - Peugeot - Schin Racing Team
 10 - Lucas Foresti/Luiz Razia - Chevrolet - AMG Motorsport
 11 - Vitor Genz/Matheus Stumpf - Peugeot - Boettger Competições
 12 - Galid Osman/Beto Monteiro - Chevrolet - Ipiranga-RCM
 13 - Julio Campos/Nicolas Prost - Peugeot - Prati-Donaduzzi
 14 - Diego Nunes/Ricardo Rosset - Chevrolet - Vogel Motorsport
 15 - Felipe Fraga/Alvaro Parente - Peugeot - Voxx Racing Team
 16 - Denis Navarro/Felipe Giaffone - Chevrolet - Vogel Motorsport
 17 - Sergio Jimenez/Fabio Carbone - Chevrolet - C2 Team
 18 - Cesar Ramos/Frederic Vervish - Peugeot - Cavaleiro Racing Sports
 19 - Ricardo Zonta/Jacques Villeneuve - Chevrolet - Shell Racing
 20 - Tuka Rocha/Chris Van Der Drift - Peugeot - União Química Racing
 21 - Max Wilson/Vitor Meira - Chevrolet - Eurofarma RC
 22 - Antonio Pizzonia/Bruno Senna - Peugeot - Prati-Donaduzzi
 23 - Gabriel Casagrande/Enrique Bernoldi - Chevrolet - C2 Team
 24 - Bia Figueiredo/Matias Milla - Peugeot - União Química Racing
 25 - Fabio Fogaça/Leandro Totti - Chevrolet - Hot Car Competições
 26 - Luciano Burti/Jaime Algersuari - Chevrolet - RZ Motorsport
 27 - Daniel Serra/Chico Serra - Chevrolet - Red Bull Racing
 28 - Rubens Barrichello/Ingo Hoffman - Chevrolet - Full Time Competições
 29 - Rafael Suzuki/Antonio Perez - Chevrolet - RZ Motorsport
 30 - Alceu Feldmann/Ezequiel Raul Bosio - Peugeot - Boettger Competições
 31 - Raphael Abbate/Nicolas Costa - Chevrolet - Hot Car Competições
 32 - Felipe Maluhy/Xandinho Negrão - Chevrolet - ProGP
 33 - Raphael Mattos/David Mufatto - Peugeot - Schin Racing Team

Senna larga na frente de Prost na Stock

Prost, Senna e Piquet. Foto: Miguel Costa Jr.
A rivalidade dos nomes Senna x Prost voltou a ser revivida hoje, nos treinos de definição para a primeira etapa da Stock Car. "Você me bateu por quatro milésimos!". Foi assim que o francês Nicolas Prost cumprimentou Bruno Senna ao final dos treinos classificatórios que definiram o grid da corrida de duplas, para a abertura da temporada neste domingo no Autódromo Internacional de Goiânia.

O duelo mais aguardado entre os convidados ilustres que abrilhantam o grid de 33 carros, por colocar dentro da mesma equipe após 26 anos os sobrenomes que protagonizaram uma das maiores rivalidades da história da Fórmula 1, foi decidido no apagar das luzes. "Foi ali, na última volta", comentou Bruno, depois de receber o abraço afetuoso de Nicolas. A pole-position ficou com Átila Abreu e Nelsinho Piquet, da AMG Motorsport.

Nicolas e Bruno largarão respectivamente em 13º e 22º pelo sistema da média da melhor volta de cada junto com a dos parceiros Júlio Campos e Antonio Pizzonia. Mas foram bem, considerando as circunstâncias adversas que enfrentaram. Como coadjuvantes dos pilotos titulares, saíram para a segunda parte da classificação com pneus usados e enfrentaram dificuldades com o acerto dos carros. "Faltou aderência geral. Acho que erramos na calibragem e na cambagem para os pneus novos", analisou Pizzonia, que entregou o carro para Bruno em 31º. O estreante Nicolas vinha mais rápido que Bruno até o final, beneficiado pelo melhor comportamento do carro de Campos, o 8º até então.

Campos esteve sempre próximo dos 10 mais velozes, mas admitiu que um erro na volta mais rápida custou uma posição bem melhor. Mas, como vem fazendo desde a abertura dos treinos livres na quinta-feira, fez as recomendações de pequenas mudanças no acerto que o diretor-técnico Juan Carlos "Mico" aceitou. A receita foi então repassada ao carro de Bruno e parece ter funcionado, já que o sobrinho de Ayrton Senna subiu oito colocações.

Em sua segunda experiência como parceiro de Pizzonia e a terceira na categoria, Bruno lamentou que as condições instáveis do tempo na capital goiana tenham complicado sua readaptação. "Toda vez que entrei na pista, começou a chover", lembrou. Ao contrário da expectativa geral, no entanto, a chuva parou no fim da manhã e os pilotos encontraram o asfalto praticamente seco. As equipes pagaram o preço do clima variável. "Foi um sobe e desce na altura dos carros o fim de semana inteiro", relatou "Mico".

A prova de amanhã começará às 10h30.